História da Puma GTE ‘78

 

 

 

 

        

     Bom, certo dia eu e o Caco, olhando algumas revistas de carro, conversando, veio o assunto da Puma. Claro que o mesmo foi abordado por causa do grande ‘show’ que a Puma do nosso grande amigo Fábio Cavaletti e do Tarles, ambos de Erechim, estava dando nos arrancadões, com o motor AP 2.0 16 Válvulas Turbo. Aí pensamos : “Porque não fazemos uma também, com motor AP, só que para andar na rua?” Pronto. Estava começando ai mais uma fissura dos irmãos Mohr............

 

         Naquele dia (se não me engano um Domingo) já de cara fomos dar uma olhada nos classificados, onde encontramos alguma coisa, mas somente em Porto Alegre. Como na época nós dois fazíamos faculdade, ficava difícil ir até lá só para olhar a Puma (e se fosse um lixão? Viagem perdida?). Resolvemos então ficar de ‘olhos abertos’ aqui pela região. Várias Pumas foram ‘visitadas’ mas nenhuma havia realmente agradado (ou estava muito ruim, ou muito cara). Até que em um sábado, estávamos dando uma ‘banda’ na tardinha, e estacionada na rua, avistamos algo que nos deixou de queixo caído: uma Puminha Vermelha, bem bonita, rodas originais e do modelo que já tinha vidro na parte traseira (GTE). Fizemos o contorno, e discretamente demos uma ‘namorada’ nela. E agora, de quem é essa Puma? Ficamos ali esperando o dono aparecer, e depois de uns 5 minutos de espera, vimos quem era, um cara meio conhecido nosso, estudou no mesmo colégio em que nós estudávamos na infância/adolescência. Neste mesmo dia, mais à noite (por volta das 8:00), fomos dar uma ‘afinada’ no meu Gol Turbo no Baixinho*, e por sorte estava lá o cara, abastecendo a Puma no posto. Paramos na hora, para dar uma conversada com ele. Papo vai, entramos nela (estava realmente muito boa, perto das que nós já havíamos visto), nos interessamos mas acabamos não entrando num acordo.

 

         Depois desta, parece que nenhuma outra Puma servia para nós, e acabamos meio que deixando este projeto de lado. Tempos depois vimos ela com outro rapaz, ao qual perguntamos se queria vende-la. Ele ‘se fez’, pediu um preço absurdo e acabamos esquecendo ela de vez.

 

         Sendo assim, começamos a dar uma namorada com uns Opalões 6 Caneco, especialmente um ’73 Laranja, que quando estava quase em nossas mãos.... ironia do destino........ o rapaz da Puma mandou um fax para o Caco oferecendo a Puminha novamente por um preço digamos assim, mais de acordo com o que ela valia (comercialmente, é claro). Conversamos entre nós, e marcamos para o rapaz trazer ela num sábado à tarde para darmos uma olhada. Vale lembrar que no dia anterior, o Caco havia visto uma Puma ‘Tubarão’ sendo rebocada por um conhecido dele. Fomos ver ela no sábado pela manhã (tava um caco, literalmente), o que nos fez lembrar novamente que aquela outra realmente estava muito boa..... e que poderia valer a pena até pagar um pouco mais por uma em estado melhor. Sábado, por volta das 2 da tarde a Puma aponta na rua de casa..... roncão (tinha 4x1), vermelha...... bah......as pernas tremeram...... Fomos dar uma volta com ela, se olhamos e dissemos um para o outro : “Agora ela não escapa, vai ser nossa!!!” Após uma entediante negociação (o cara era o mais chato para negócio), acabamos fechando negócio, e por sorte do destino, mais uma ‘droga pesada’ na garagem. No momento estamos dando uma ‘guaribada’ nela (freios, suspensão, bancos concha, etc) para ela receber o ‘transplante’ do motor AP, o qual irá ser turbinado.

 

 

*Baixinho é um posto na beira da estrada, numa das saídas de Carazinho, um ponto para ‘abutinações’ com carros/motos.